Empreendedoras da forma

Mulheres, fisiculturismo e mercado fitness

Resumen

Em pesquisa realizada com atletas mulheres de fisiculturismo, buscando compreender como conformam suas subjetividades atléticas por meio da modificação corporal extrema, deparamo-nos com identidades marcadas por um sistema de códigos, discursos e práticas que incorporam ideais de sacrifício, superação, força, motivação, garra e potência que extrapolam o metier esportivo, alcançando a dimensão do mercado, do business, da concorrência encarnados nos corpos empreendedores, tanto no sentido da produção da modelação muscular quanto da venda de serviços a ela ligados. Assim, objetivamos, no presente artigo, apresentar as estratégias laborais de fisiculturistas que resultam, segundo nossa hipótese, de um tipo de subjetividade atlética que se expressa também em uma subjetividade empreendedora, estabelecendo um diálogo entre os campos competitivos e concorrenciais do esporte e do mercado. Para tanto, trabalhamos com os discursos de duas atletas brasileiras da modalidade por nós entrevistadas de maneira remota devido à pandemia da covid-19, analisando como esse esporte dialoga com os ideais do empreendedorismo a partir da inculcação da concorrência e do individualismo, não só na forma da competição, mas também da manutenção da vida, na geração e na venda de produtos e serviços ligados ao mercado fitness.

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Publicado
30-12-2021
Cómo citar
Carreirão Gonçalves, M. (2021). Empreendedoras da forma. Cuadernos Del Claeh, 40(114), 101-116. https://doi.org/10.29192/claeh.40.2.7
Sección
Artículos